Brasília – Agora é oficial. A Universidade de Brasília abrirá sindicância para apurar denúncia de racismo feita por alunos do Instituto de Ciências Políticas contra o professor-adjunto Paulo Kramer. Após receber parecer do procurador geral José Weber Holanda, o reitor Thimothy Mullolhand decidiu constituir uma Comissão formada por professores da instituição que terá prazo de 30 dias – renováveis por mais 30 – para apurar o caso.

Se condenado, Kramer, que também é consultor político do Congresso Nacional poderá sofrer penas que vão da advertência a exoneração do cargo. Os alunos o acusam de ter se referido a população negra pejorativamente como “crioulada” e de ter chamado o estudante Gustavo Amora de “negro racista” e membro da “Ku Klux Klan negra”, em sala de aula. Kramer nega ser racista e esta semana apresentou como álibi: dois ex-alunos negros que saíram em sua defesa.

O reitor, depois de autorizar a abertura do processo administrativo disciplinar, lembrou que “racismo é crime e fere a Constituição”. Não quis, porém, se manifestar sobre o episódio. “O caso está em aberto. A abertura de sindicância é rotineira, mas essa é a primeira denúncia de racismo”, afirmou.

Da Redacao