S. Paulo – A União de Núcleos de Educação Popular para Negros e Classe Trabalhadora (Uneafro), entidade surgida de uma dissidência da Educafro, Rede de Cursinhos dirigida pelo Frei David Raimundo dos Santos, lançou nesta quinta-feira (08/10), a Jornada dos 40 dias de Denúncias – Por um Brasil sem Racismo”.
A mobilização, que tem como tema “Denuncie e deixe o racismo em quarentena. Envie seu relato”, tem a participação do Sindicato dos Advogados de S. Paulo e de entidades estudantis e comunitárias.
Homenagem a Che
A data escolhida para o lançamento da Jornada foi para lembrar a captura, no dia 08, e assassinato no dia 09 de outubro de 1967, do médico argentino e comandante guerilheiro Ernesto Che Guevara, um dos líderes da Revolução Cubana.
A Jornada será encerrada no dia 17 de Novembro, na Semana da Consciência Negra, com um ato público, em homoneagem à luta e resistência de Zumbi dos Palmares.
Segundo Douglas Belchior, um dos dirigentes da Uneafro, a proposta é “deixar o racismo “em quarentena”. Durante os 40 dias, todas as pessoas que sofreram humilhações, perseguições, assédio moral ou qualquer forma de discriminação ou testemunhou fatos desse tipo serão estimuladas a denunciar, enviando e-mail para [email protected] fazendo o relato.
“Queremos repetir a Jornada nos próximos anos, nas mesmas datas e tentar diminuir casos como o de Janúaro Santana, que sofreu recentemente agressões racistas no Carrefour em Osasco e do segurança Délcio Joaquim Gonçalves, que também teria sido vítima de racismo por parte de um engenheiro na Zona sul de S. Paulo”, afirma.
“Quantos milhares de Januários e Délcios não enfrentam a discriminação racial diariamente?”, acrescenta Belchior.

Da Redacao