S. Paulo – O Conselho Universitário da Universidade de S. Paulo – instância máxima da USP –  decidiu por maioria de votos (77 votos a favor, 11 abstenções e 5 votos contrários) aprovar a criação de um bônus de 5% no vestibular para candidatos de escolas públicas que se declararem pretos, pardos e ou indígenas. 

 

A criação do bônus altera muito pouco na política de exclusão de negros e indígenas da USP, porém, representa um marco: pela primeira vez a maior Universidade do Brasil e da América Latina, que até agora vinha adotando uma postura intransigente em defesa do que chama de “meritocracia”, admite que negros e indígenas não tem as mesmas condições de disputa das vagas.

 

FUVEST

 

A decisão tomada em reunião na última terça-feira já vale para o Vestibular de 2014 da FUVEST. O Conselho é composto por representantes de todas as unidades e também por estudantes e funcionários da Universidade. Com o bônus um aluno negro ou indígena que tenha cursado a escola pública poderá ser beneficiado em até 25% da nota no Vestibular. O bônus para estudantes da escola pública é de até 20%.

 

Com a decisão, a USP saiu fora do plano do Conselho de Reitores das Universidades do Estado de S. Paulo, que tem o aval do governador Geraldo Alckmin. O plano (Programa de Inclusão com Mérito no Ensino Superior – PIMESP), não trata de cotas, mas de metas, prevê prazo até 2016 para que as universidades estaduais atinjam 50% de alunos da escola pública – 35% de pretos pardos e indígenas. O Conselho Universitário da USP quer mais tempo e fixou o ano de 2018 para atingir a meta. A Unicamp e a Unesp aprovaram o plano dos reitores.

 

No momento só 28% dos alunos da USP vem da escola pública. No Estado de S. Paulo só 10% das vagas para o ensino superior são públicas – 90% são privadas.

Da Redacao