A taxa de mortalidade dessas crianças quando não diagnosticadas ao nascer e não tratadas é de 80%.
O Simpósio teve a presença de países como Angola, Benin, Senegal, Índia, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Gana, Zâmbia, Togo, Tanzânia, República Democrática do Congo, Congo Brazzaville. Países da América do Sul e Central, além de palestrantes dos mais avançados centros de pesquisas do mundo como dos EUA, Canadá e França, representantes das 28 associações de pessoas com Doença Falciforme do Brasil, do Senegal, do Benin e OILD (Organização Internacional de Luta pela Drepanocitose -Doença Falciforme) estiveram presentes.
Trabalhadores ligados a assistência de pessoas com Doença Falciforme no SUS de todos os 27 Estados do Brasil participaram do Simpósio. Na abertura, o Ministro da Igualdade Racial, Edson Santos, o presidente da Federação Nacional de Pessoas com Doença Falciforme, Altair Lira, a representante da Primeira Dama Congo Brazzaville, o reitor da UFMG- Ronaldo Pena, o presidente da Associação Brasileira de Hemoterapia e Hematologia-ABHH, José Orlando Bordin,representantes da SES-MG, a presidente da fundação Hemominas Ana Bábara Proietti e representantes do Ministério da Saúde, ressaltaram a importância do evento para o avanço da assistência as pessoas com Doença Falciforme no Brasil e no mundo.
No encerramento do Simpósio foi assinado o projeto da Agência Brasileira de Cooperação-ABC, para a cooperação Brasil-Gana em Doença Falciforme com a presença do Embaixador de Gana no Brasil, Samuel Kofi Dadey.
No mesmo Simpósio o Coordenador do Programa de Doença Falciforme do Senegal, Diagne Ibrahima, definiu com o Ministério da Saúde-MS, a ABC e a Assessoria Internacional de Saúde-AISA do Ministério da Sáude, o início das atividades de cooperação com aquele país, em projeto já assinado em agosto passado. Foram também discutidas as propostas para os projetos de cooperação com o Benin e Angola.

Joice Aragão de Jesus