S. Paulo – Caso não confirme a indicação do senador gaúcho Paulo Paim para a Secretaria da Igualdade Racial e este – indicado pelo ex-presidente Lula resolva, sendo convidado a permanecer no Senado – a Presidente Dilma Rousseff terá pelo menos três nomes do PT para assumir o cargo, até o momento ocupado pela socióloga Luiza Bairros.
Nos bastidores, começam a ser ventilados os nomes do deputado federal pelo PT de S. Paulo, Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho (foto), amigo pessoal do ex-presidente, ex-presidente da CUT e um dos parlamentares com maior trânsito no movimento negro organizado. Vicentinho já havia manifestado o desejo de ocupar a SEPPIR na montagem do Governo Dilma e tem o apoio de setores expressivos da Coordenação Nacional de Entidades Negras (CONEN), articulação de lideranças negras ligadas ou próximas ao Partido dos Trabalhadores (PT).
Disputa
Lideranças expressivas da CONEN – que perdeu espaço na Esplanada com a saída da ex-ministra Matilde Ribeiro – embora não falem abertamente no assunto, admitem que o deputado – que também tem evitado falar sobre sua possível ida para a SEPPIR – é um nome forte na disputa, caso o senador Paim decida permanecer no Senado.
Outros nomes que tem aparecido nas conversas de bastidores são os das deputadas Janete Pietá, do PT de Guarulhos, em S. Paulo, e de Benedita da Silva, ex-governadora do Rio e ex-ministra da Assistência Social no primeiro Governo Lula.
Além das duas, o deputado federal do PT do Rio, Edson Santos, que ocupou a SEPPIR até 2010, também é lembrado. Segundo lideranças próximas ao deputado, ele gostou da experiência de ser ministro e sua gestão e a do atual Presidente da Fundação Palmares Elói Ferreira de Araújo – por quem foi substituído após deixar o cargo – foi marcada pela aprovação do Estatuto da Igualdade Racial – a Lei 12.288/2010 – o primeiro marco legal da igualdade para negros adotado pelo Estado brasileiro.
Estatuto
Apesar de críticas feitas pelos setores mais radicalizados do ativismo negro ao fato do Estatuto ter sido aprovado em um acordo no Congresso, que incluiu o Partido Democratas (DEM), a gestão Edson/Elói foi lembrada pelo próprio Paim, na entrevista a Afropress como de maior proximidade com o Congresso.
Além desses nomes, também vem sendo comentados os nomes da vereadora do PC do B de Salvador, Olívia Santana, e do secretário executivo da SEPPIR, Mário Teodoro Lisboa, que seria uma opção do Planalto, caso confirme a troca de Luiza Bairros – cuja gestão é considerada apagada – mas decida manter na SEPPIR o grupo de Organizações Não-Governamentais que assumiram o comando da Secretaria na atual gestão.
Entre essas ONGs, que tem divergências antigas com os setores da militância que atua mais ativamente nos Partidos da base governista, estão o Geledés, da filósofa Sueli Carneiro, e Edson Cardoso, ex-editor do Jornal Irohin, atualmente desativado, e que ocupa cargo de assessor especial de Bairros.

Da Redacao