S. Paulo – Entre os seis funcionários e seguranças acusados – Anderson Serafim Guedes, Edson Pereira da Silva Filho, Mário Lúcio Soares Moreira Gomes, Marcelo de Sá, Luiz Carlos dos Santos e Dárcio Alves dos Santos – todos, com exceção deste último, indiciados por tortura, quatro eram funcionários do Carrefour e dois pertenciam a empresa Nacional Segurança.
Todos foram reconhecidos por Januário na reconstituição do crime, como tendo tido menor ou maior participação na sessão de espancamentos que sofreu num corredor lateral da loja, para onde foi levado já recebendo socos, chutes e ponta-pés. Segundo o vigilante, Lúcio aparentava ser líder dos demais, o chamava de “neguinho” e parecia muito violento. O ex-funcionário, porém, nega.
Os acusados – tanto do Carrefour, quanto da empresa de segurança foram exonerados, com excessão de Anderson, que teria sido mantido na função que ocupava.
Nota do Carrefour
Em Nota divulgada à Imprensa, o Carrefour reiterou que os acusados “foram afastados na ocasião do fato”, e que “colabora com as autoridades na investigação”. Também garantiu que – além da indenização ao vigilante e seus familiares em condições por ele consideradas satisfatórias, implementou “ações de comunicação e formação, que visam a difundir conceitos de diversidade e promoção da inclusão social”.
Omissão
Na investigação, o delegado Léo Francisco Salém Ribeiro também concluiu que o soldado José Pina Neto, da PM, e os outros dois que o acompanhavam no atendimento da ocorrência, praticaram o crime de omissão de socorro.
Os policiais militares não se envolveram na sessão de torturas, porém, Pina e os demais teriam se omitido diante do caso. Segundo o vigilante, o soldado reforçou a suspeita de que estaria roubando roubando o próprio carro, afirmando que “tinha cara de ter pelo menos três passagens”. Os PMS, de acordo com a investigação, também devem ir a julgamento.
O vigilante conta, que depois de concordar em acompanhá-lo até o carro, onde a filha menor Esther, ainda dormia e de ter as prova de que ele era o verdadeiro dono, o soldado Pina o deixou sangrando e caído ao chão, informando que alguém do Carrefour viria socorrê-lo e que depois fôsse a uma Delegacia para dar queixa.
Januário teve que de recobrar as forças e, com a chegada da mulher e do filho, da irmã e do cunhado – que o procuravam assustados com o tumulto, ainda sem saber do que se tratava -, conduzir o veículo até o Hospital Universitário da USP, onde foi socorrido.
Veja reportagem da TV Record sobre a reconstituição – 17/08/2010

Veja reportagem da Rede TV sobre o indiciamento dos seguranças – 04/02/2011

Da Redacao