À frente da Coordenação de Políticas para a População Negra e Indígena desde dezembro de 2012 e em São Paulo desde 2003 por conta de trabalho de inclusão para a população negra vejo que houve avanços significativos nesta luta.

A pontuação acrescida nos vestibulares das FATECs e ETECs e também na UNICAMP aumentou a presença de negros nessas instituições. As cotas que também já são realidades nos vestibulares da UNESP e parte da USP (escolas de comunicações) fez com que os campus dessas universidades ficassem mais coloridos.

Mas a Folha de São Paulo de 19 de novembro traz a manchete "Inclusão desigual amplia distância entre negros e brancos na educação". Apesar de avanço para todos, cresce diferença na proporção de crianças matriculadas no país.

Também vimos que apesar de ter aumentado o número de pessoas negras, especialmente jovens com diploma universitário o mercado de trabalho ainda mantem um grande número de desempregados negros. O que fazer? Houve avanços sim, mas o desafio de de estarmos incluídos plenamente ainda é um sonho.

A Coordenação de Políticas para População Negra e Indígena vem ampliando as parcerias e dentre as atividades do Mês da Consciência Negra tivemos participação em Seminário na Força Sindical, onde falamos de Mercado de Trabalho.

A parceria com Sindicato dos Comerciários, Sindicato Estadual da Alimentação, sendo que o primeiro tem como vi ce-presidente a dinâmica e comprometida Cleonice Caetano e o segundo o piracicabano idealista e também comprometido Adney de Araújo.

À medida que caminhamos pelo Estado de São Paulo vimos que as Ações Afirmativas tem sido pautadas nas Universidades, nos Conselhos, Nas Associações Comerciais enfim por toda a sociedade. A discriminação, o racismo ainda persistem e precisamos de muitas políticas públicas, de muita vontade política para a eliminação dessas doenças de nossa sociedade.

Parceiros como a ACADEPOL, ITESP, SECRETARIA ESTADUAL DE SAÚDE, NINC (Núcleo de Inclusão dentro da Secretaria Estadual de Educação), FUNDAÇÃO CASA e inúmeros parceiros estão atuantes nessa luta.

Saudemos hoje a memória de Zumbi e que essa luta pela inclusão avance mais e mais.

Elisa Lucas Rodrigues