O RGI consiste no registro público e definitivo do título de propriedade da terra da comunidade. A cerimônia contou com a presença do presidente da Fundação Cultural Palmares, Eloi Ferreira de Araujo (foto), além de outras autoridades governamentais municipais, estaduais e federais.
Moradores do Preto Forro e representantes de outras comunidades quilombolas do Estado, que lutam pela titulação de suas terras comemoraram a vitória.
Durante a cerimônia, o secretário estadual da Habitação, Rafael Picciani, apresentou o plano de ação que sua pasta pretende desenvolver na comunidade, a fim de garantir a sustentabilidade e o desenvolvimento dos quilombolas.
O projeto abrange saneamento, reformas habitacionais e capacitação profissional, visando a criação de produtos com valor agregado. O Instituto de Terras e Cartografia do Rio de Janeiro ( ITERJ) ficará responsável pelo fornecimento de insumos, equipamentos e assistência técnica.
Reparação
Para o governador do Rio, entregar o documento à comunidade no dia do aniversário da Cidade Maravilhosa ganhou um significado particular: “O Brasil é um país de muitas injustiças sociais. E hoje é um dia especial, porque estamos fazendo uma reparação histórica no que se refere aos negros. Vamos fazer do Preto Forro um exemplo para o País”, afirmou Sérgio Cabral.
O governador entregou o documento de propriedade ao líder da Comunidade do Preto Forro, Elias dos Santos, filho da moradora mais antiga, dona Leonídia, que aos 76 anos de idade não mediu esforços para comparecer ao ato solene e histórico. “Vamos torcer para que isso aconteça também com as outras comunidades quilombolas”, comemorou Elias.

Foto: Presidente da Fundação Palmares, Elói Ferreira de Araújo. Reportagem de Jacqueline Freitas, reproduzida do Portal Áfricas, no âmbito da parceria com a Afropress.