S. Paulo – Ainda estão detidos, Neilo Ferreira e Silva, 25, o Lagartixa, Maxsuel Santana Pereira, 19 , e Deivison Correia Carvalho, 20 – os membros da Torcida Organizada Mancha Verde, do Palmeiras, enquadrados pelo crime de racismo, por terem agredido a socos e ponta-pés, aos gritos de “negão baladeiro”, o jogador Wagner Love (foto).
O jogador foi atacado quando se encontrava no interior de uma agência Bradesco, da Avenida Antarctica, na zona Oeste de S. Paulo, por volta das 15h, desta terça-feira, 1º de dezembro.
os três agressores – um dos quais, Lagartixa, já tem passagem na Polícia por lesão corporal e formação de quadrilha – prometeram pegar o jogador “à bala”. Com escoriações no braço e no rosto, Wagner Love disse que vai processar os agressores.
Os três deverão ser liberados a qualquer momento porque o crime deverá ser desclassificado para injúria racial, previsto no art. 140, parágrafo 3º do CP, que prevê pena de reclusão de um a três anos e multa, nos casos em que a “injúria consiste na utilização de elementos referentes a raça, cor, etnia, religião, origiem ou a condição de pessoa idosa ou portadora de deficiência”.
Grafite
O caso lembra o episódio envolvendo o jogador Grafite, à época no S. Paulo, vítima de agressão racial por parte do jogador Leandro Desábato, na época jogando pelo Quilmes, em partida válida pela Copa Libertadores de 2.005.
Desábato ficou preso por três dias e, depois, com a desclassificação do crime para injúria racial foi liberado mediante o pagamento de fiança. Como o crime é de ação penal pública condicionada à representação e Grafite desistiu da representação, o caso foi parar no arquivo.
O prazo para a representação é de seis meses.

Da Redacao